Iniciativas valiosas para compreender e combater o estigma em formas mais raras de demência

Iniciativas valiosas para compreender e combater o estigma em formas mais raras de demência

20.Set.2024 | ADI World Alzheimer Report 2024

A doença de Alzheimer é a principal causa de demência, mas outras doenças neurodegenerativas, como a demência frontotemporal (DFT) e a demência com corpos de Lewy, recebem menos atenção. A variante comportamental da DFT (bvFTD) é frequentemente subdiagnosticada, pois ainda não existem biomarcadores confiáveis para confirmar seu diagnóstico. A bvFTD se manifesta com sintomas comportamentais e psiquiátricos, como impulsividade, apatia, compulsões, perda de empatia e até comportamentos criminosos. Esses sintomas são frequentemente confundidos com transtornos psiquiátricos, levando a diagnósticos errados – em um estudo, 50% dos pacientes (e 70% das mulheres) foram inicialmente diagnosticados com problemas psiquiátricos. A falta de compreensão sobre a doença pode gerar estigma e afastamento de familiares e amigos. Além disso, os cuidadores de pessoas com bvFTD sofrem um impacto emocional maior do que aqueles que cuidam de pacientes com Alzheimer, apresentando mais estresse, depressão e sensação de perda de controle. Alguns estudos indicam que a bvFTD e a doença de Jakob-Creutzfeldt são as doenças neurodegenerativas que mais sobrecarregam os cuidadores. Para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e de seus cuidadores, é fundamental aumentar a conscientização sobre a bvFTD, melhorar os métodos de diagnóstico e desenvolver abordagens mais eficazes de suporte e tratamento.

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Conectividade funcional da amígdala e transtornos de ansiedade em adolescentes e adultos
Artigo científico Aguzzoli Neurologia Artigo científico Aguzzoli Neurologia

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22.Set.2016 | Psychiatry Research: Neuroimaging

Este estudo investigou como áreas do cérebro se conectam em pessoas com e sem ansiedade. Usando exames de ressonância magnética funcional, analisamos a atividade do cérebro em repouso de participantes com e sem transtorno de ansiedade. Os resultados mostraram que pessoas com ansiedade apresentam uma comunicação alterada entre a amígdala (região do cérebro ligada ao medo e às emoções) e outras áreas responsáveis pelo controle emocional. Esses achados sugerem que a ansiedade pode estar relacionada a um desequilíbrio na forma como essas áreas do cérebro interagem.

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