Iniciativas valiosas para compreender e combater o estigma em formas mais raras de demência

Iniciativas valiosas para compreender e combater o estigma em formas mais raras de demência

20.Set.2024 | ADI World Alzheimer Report 2024

A doença de Alzheimer é a principal causa de demência, mas outras doenças neurodegenerativas, como a demência frontotemporal (DFT) e a demência com corpos de Lewy, recebem menos atenção. A variante comportamental da DFT (bvFTD) é frequentemente subdiagnosticada, pois ainda não existem biomarcadores confiáveis para confirmar seu diagnóstico. A bvFTD se manifesta com sintomas comportamentais e psiquiátricos, como impulsividade, apatia, compulsões, perda de empatia e até comportamentos criminosos. Esses sintomas são frequentemente confundidos com transtornos psiquiátricos, levando a diagnósticos errados – em um estudo, 50% dos pacientes (e 70% das mulheres) foram inicialmente diagnosticados com problemas psiquiátricos. A falta de compreensão sobre a doença pode gerar estigma e afastamento de familiares e amigos. Além disso, os cuidadores de pessoas com bvFTD sofrem um impacto emocional maior do que aqueles que cuidam de pacientes com Alzheimer, apresentando mais estresse, depressão e sensação de perda de controle. Alguns estudos indicam que a bvFTD e a doença de Jakob-Creutzfeldt são as doenças neurodegenerativas que mais sobrecarregam os cuidadores. Para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e de seus cuidadores, é fundamental aumentar a conscientização sobre a bvFTD, melhorar os métodos de diagnóstico e desenvolver abordagens mais eficazes de suporte e tratamento.

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Empatia como habilidade crucial para reduzir desigualdades na saúde cerebral global
Artigo científico Aguzzoli Neurologia Artigo científico Aguzzoli Neurologia

Empatia como habilidade crucial para reduzir desigualdades na saúde cerebral global

15.Dez.2023 | Frontiers in Neurology

A saúde cerebral refere-se ao bom funcionamento mental em diversas áreas, como cognição, comportamento e movimentos. Um cérebro saudável melhora a qualidade de vida, aumenta a criatividade e a produtividade. No entanto, fatores sociais, raciais e ambientais influenciam essa saúde, criando desigualdades dentro e entre diferentes regiões do mundo. Para reduzir essas disparidades, é essencial que profissionais de saúde colaborem mais com as comunidades, adotando uma abordagem baseada na empatia. A empatia ajuda a entender melhor as necessidades das pessoas e a criar soluções mais justas para promover a saúde cerebral global.

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