Disparidades sociais e de saúde associadas ao envelhecimento cerebral saudável no Brasil e em outros países da América Latina
Artigo científico Aguzzoli Neurologia Artigo científico Aguzzoli Neurologia

Disparidades sociais e de saúde associadas ao envelhecimento cerebral saudável no Brasil e em outros países da América Latina

01.Fev.2025 | The Lancet Global Health

Este estudo analisou como fatores sociais e de saúde influenciam o envelhecimento saudável do cérebro em diferentes países da América Latina, incluindo o Brasil. Os resultados mostram que, tanto no Brasil quanto em outros países da região, desigualdades sociais e de saúde têm um impacto maior na cognição e funcionalidade do que fatores demográficos, como idade e gênero. No Brasil, a educação foi identificada como o principal fator de risco para a saúde cerebral, enquanto em outros países, sintomas de saúde mental tiveram um papel mais relevante. Além disso, no Brasil, problemas de saúde mental foram o maior fator de risco para a capacidade funcional. Esses resultados mostram que, embora existam padrões comuns entre os países latino-americanos, cada nação tem características únicas que precisam ser consideradas para entender melhor os riscos ao envelhecimento cerebral saudável.

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Iniciativas valiosas para compreender e combater o estigma em formas mais raras de demência

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20.Set.2024 | ADI World Alzheimer Report 2024

A doença de Alzheimer é a principal causa de demência, mas outras doenças neurodegenerativas, como a demência frontotemporal (DFT) e a demência com corpos de Lewy, recebem menos atenção. A variante comportamental da DFT (bvFTD) é frequentemente subdiagnosticada, pois ainda não existem biomarcadores confiáveis para confirmar seu diagnóstico. A bvFTD se manifesta com sintomas comportamentais e psiquiátricos, como impulsividade, apatia, compulsões, perda de empatia e até comportamentos criminosos. Esses sintomas são frequentemente confundidos com transtornos psiquiátricos, levando a diagnósticos errados – em um estudo, 50% dos pacientes (e 70% das mulheres) foram inicialmente diagnosticados com problemas psiquiátricos. A falta de compreensão sobre a doença pode gerar estigma e afastamento de familiares e amigos. Além disso, os cuidadores de pessoas com bvFTD sofrem um impacto emocional maior do que aqueles que cuidam de pacientes com Alzheimer, apresentando mais estresse, depressão e sensação de perda de controle. Alguns estudos indicam que a bvFTD e a doença de Jakob-Creutzfeldt são as doenças neurodegenerativas que mais sobrecarregam os cuidadores. Para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e de seus cuidadores, é fundamental aumentar a conscientização sobre a bvFTD, melhorar os métodos de diagnóstico e desenvolver abordagens mais eficazes de suporte e tratamento.

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Empatia como habilidade crucial para reduzir desigualdades na saúde cerebral global
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Empatia como habilidade crucial para reduzir desigualdades na saúde cerebral global

15.Dez.2023 | Frontiers in Neurology

A saúde cerebral refere-se ao bom funcionamento mental em diversas áreas, como cognição, comportamento e movimentos. Um cérebro saudável melhora a qualidade de vida, aumenta a criatividade e a produtividade. No entanto, fatores sociais, raciais e ambientais influenciam essa saúde, criando desigualdades dentro e entre diferentes regiões do mundo. Para reduzir essas disparidades, é essencial que profissionais de saúde colaborem mais com as comunidades, adotando uma abordagem baseada na empatia. A empatia ajuda a entender melhor as necessidades das pessoas e a criar soluções mais justas para promover a saúde cerebral global.

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